Close Menu
Goiás no arGoiás no ar

    Deixe seu email

    Bem-vindo(a) a mais uma edição do Nosso Jornal. Aqui você fica por dentro do que importa — com notícias diretas, utilidade pública e os principais assuntos do momento

    Últimas

    Goiânia inaugura o novo Terminal da Praça A: área quase triplicada e investimento de R$ 29 milhões

    30 de janeiro de 2026

    Jogo do Tigrinho: servidores são suspeitos de desviar recursos da educação para apostas, diz Secretaria

    30 de janeiro de 2026

    Prefeitura de Goiânia deve contratar mais de 1,4 mil servidores temporários para a educação

    30 de janeiro de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    ACONTECE AGORA
    • Goiânia inaugura o novo Terminal da Praça A: área quase triplicada e investimento de R$ 29 milhões
    • Jogo do Tigrinho: servidores são suspeitos de desviar recursos da educação para apostas, diz Secretaria
    • Prefeitura de Goiânia deve contratar mais de 1,4 mil servidores temporários para a educação
    • Em depoimento, diretor do BC diz que Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa antes de liquidação
    • Café tem maior alta da cesta básica em 2025, e preço deve manter patamar atual, diz indústria
    • Corretora morta por síndico havia enviado e-mail denunciando ameaças: ‘Tenho medo pela minha vida’
    • Goiás lança “IA Contra o Crime” e prevê expansão de câmeras conectadas até abril
    • Goiânia será sede do Convergência 2026, evento nacional de inovação no setor público
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube
    Goiás no arGoiás no ar
    Demo
    • Home
    • Destaques
    • Notícias
    • Bastidores
    • Entreterimento
    Goiás no arGoiás no ar
    Início » Em Brasília, mulheres denunciam feminicídios e a omissão do Estado
    Destaques

    Em Brasília, mulheres denunciam feminicídios e a omissão do Estado

    Redação - Goiás no arBy Redação - Goiás no ar8 de dezembro de 2025Nenhum comentário7 Mins Read
    Twitter WhatsApp
    © Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Share
    Facebook Twitter WhatsApp

    “Estupros corretivos, tapas e facadas. Querem nos manter de bocas fechadas, mas nem a morte irá nos calar. Mulheres vivas!”, com essas palavras a assistente social Elisandra “Lis” Martins encerrou sua fala na Batalha de Rimas, no centro de Brasília, no ato Levante Mulheres Vivas, realizado em diversas capitais do país neste domingo (7).

    Sob fortes pancadas de chuva, milhares de pessoas participaram do protesto no Distrito Federal (DF) para denunciar a violência contra a mulher, o feminicídio e a omissão do Estado na proteção e prevenção à violência de gênero.

    O “Levante” foi convocado por dezenas de organizações de mulheres, após sucessivos casos emblemáticos de feminicídios que chocaram o Brasil nos últimos dias. Em Brasília, falas de lideranças e apresentações culturais movimentaram a Torre de TV, no centro da capital.

    A rimadora Elisandra “Lis” Martins, de 31 anos, faz parte do coletivo Batalha das Gurias, da Frente Nacional de Mulheres no Hip-Hop, e compareceu ao ato para denunciar a violência de gênero na esperança de provocar uma reação do Estado. 

    “É violência de gênero, é violência de raça, por esses motivos temos as nossas vidas escassas, é como viver no submundo dos empregos, periferias e até do próprio mundo. Da não aceitação até a depressão que nos mata, mantendo viva a respiração”, rimou a moradora do Itapoã, região administrativa do DF a cerca de 10 quilômetros da Esplanada dos Ministérios.

    A manifestação contou com a presença de representantes do governo federal, entre eles, seis ministras, além de deputadas federais, da primeira-dama Janja Lula da Silva e diversas lideranças populares.

    Durante o domingo também foram realizados protestos de mulheres em outras capitais como Rio de Janeiro, onde centenas se reuniram na Praia de Copacabana, e São Paulo, onde a concentração foi realizada na Avenida Paulista.

    Violência do Estado

    Na capital federal, foram recorrentes as falas contra o Estado e a omissão e incapacidade das instituições de protegerem as mulheres vítimas de violência, assim como de prevenir esses crimes.

    A doutora em ciência sociais Vanessa Hacon é ativista do Coletivo Mães na Luta, que assessora mulheres vítimas de violência. Ela afirma que o sistema de Justiça é negligente no atendimento às mulheres e, na maioria dos casos, culpa a própria vítima.

    “As mulheres saem de casa para se livrar da violência doméstica e vão parar dentro do sistema de Justiça, onde a violência processual é intensa e absurda e os juízes não fazem nada”, disse Vanessa.

    Brasília (DF), 07/12/2025 - Carla Michelli e Vanessa Hacon durante ato do Levante Mulheres Vivas, na área central de Brasília, para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Carla Michelli e Vanessa Hacon no Levante Mulheres Vivas, em Brasília, contra o feminicídio – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A ativista reclama que as instituições do sistema de Justiça não concedem as medidas protetivas às mulheres quanto necessário.

    “Existe uma ideologia machista nos tribunais que deslegitima denúncias com base em estereótipos de gênero vulgares, do tipo ‘essa mulher é uma ressentida’, ‘não aceita o fim do relacionamento’, ‘vingativa’. Essas denúncias precisam ser levadas a sério e, de fato, processadas corretamente, ao invés de arquivadas sob argumentos vagos”, criticou.

    Patriarcado

    Com gritos como “Feminismo é revolução” e “Mulheres Vivas”, as manifestantes destacaram que a forma “patriarcal” como a sociedade foi estruturada ao longo dos séculos contribui para uma espécie de “epidemia” de feminicídios no Brasil.

    “O patriarcado é quando a sociedade se estrutura a partir da lógica de que o homem, de que o gênero masculino, tem o poder, e o poder é centralizado neles, a partir deles, e é a partir deles que as coisas acontecem”, afirmou a militante do Movimento Negro Unificado (MNU), Leonor Costa.

    Ela destacou à Agência Brasil que os casos “absurdos” de feminicídios nos últimos dias acenderam a revolta das mulheres pelo país.

    Brasília (DF), 07/12/2025 - Leonor Costa durante ato do Levante Mulheres Vivas, na área central de Brasília, para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Militante do Movimento Negro, Leonor Costa diz que educação é fundamental para mudar violência contra mulheres – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

    “Espero que esses atos sensibilizem a sociedade e mostrem o perigo que as mulheres vivem no seu cotidiano e, mais do que isso, que sensibilize o Estado. É fundamental que haja políticas públicas que sejam capazes de frear esse nível de violência”, afirmou.

    Para a representante do MNU, a educação é fundamental para mudar essa cultura. “São necessárias políticas de educação que consigam conscientizar a sociedade como um todo para entender que esse é um problema do país. Esse não é só um problema meu, que sou mulher”, completou.

    Papel dos homens e do orçamento público

    Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A maioria da manifestação foi formada por mulheres, mas muitos homens acompanharam o ato e as lideranças presentes destacaram o papel deles na luta contra a violência de gênero, como explicou a escritora, cineasta e professora aposentada Renata Parreira.  

    “É preciso convocar os homens a discutir, a refletir sobre sua masculinidade tóxica. Trazê-los como aliados para essa luta, porque é uma luta de todas e todos para que possamos mudar o projeto de sociedade”, destacou.

    Para Renata, que integra o Levante Feminista contra o Feminicídio, Lesbocídio e Transfeminicídio, é preciso ainda reforçar o orçamento público para combater a violência de gênero.

    “Sem orçamento público, sem equipe qualificada, sem indicadores econômicos e sociais de pesquisa não há como elaborar políticas públicas efetivas para a prevenção da violência de mulheres. Nós precisamos, por meio da educação, transformar a realidade porque a cultura não é fixa, ela é dinâmica e pode ser mudada”, completou.

    Brasília (DF), 07/12/2025 - Renata Parreira durante ato do Levante Mulheres Vivas, na área central de Brasília, para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    Para a escritora Renata Parreira, é preciso orçamento público para combater violência de gênero – Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Questão econômica

    A situação econômica das mulheres foi outro elemento lembrado no ato como fator que alimenta a violência de gênero.

    A empreendedora Aline Karina Dias, de 36 anos, avalia que a questão financeira é a arma para emancipar muitas mulheres dos ciclos de violência e exclusão.

    “Compreendemos o empreendedorismo, a questão financeira, como uma ferramenta de emancipação e de existência das mulheres. Muitas que sofrem feminicídio são devido a questões sociais, por falta de moradia e de emprego”, disse.

    Aline Karina lidera o Sebas Turística, projeto de afroturismo de base comunitária que visa promover o turismo cidadão em São Sebastião, região administrativa do DF a cerca de 17 km do centro de Brasília.

    Entenda

    Brasília (DF), 07/12/2025 - O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
    O Levante Mulheres Vivas realiza ato na área central de Brasília para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

    No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso acusado do crime.

    Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição que se matou em seguida.

    Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato.

    Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero.

    Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero. Em 2025, o Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios.

    Share. Twitter WhatsApp
    Redação - Goiás no ar
    • Website

    Notícias

    Goiânia inaugura o novo Terminal da Praça A: área quase triplicada e investimento de R$ 29 milhões

    30 de janeiro de 2026

    Jogo do Tigrinho: servidores são suspeitos de desviar recursos da educação para apostas, diz Secretaria

    30 de janeiro de 2026

    Prefeitura de Goiânia deve contratar mais de 1,4 mil servidores temporários para a educação

    30 de janeiro de 2026
    Don't Miss
    Destaques

    Goiânia inaugura o novo Terminal da Praça A: área quase triplicada e investimento de R$ 29 milhões

    By Redação - Goiás no ar30 de janeiro de 2026

    O Terminal da Praça A, no Setor Campinas, foi inaugurado nesta sexta-feira (30) com uma…

    Jogo do Tigrinho: servidores são suspeitos de desviar recursos da educação para apostas, diz Secretaria

    30 de janeiro de 2026

    Prefeitura de Goiânia deve contratar mais de 1,4 mil servidores temporários para a educação

    30 de janeiro de 2026

    Em depoimento, diretor do BC diz que Master tinha apenas R$ 4 milhões em caixa antes de liquidação

    30 de janeiro de 2026
    Demo
    Top Posts

    Olá, mundo!

    14 de janeiro de 2026

    Goiânia inaugura o novo Terminal da Praça A: área quase triplicada e investimento de R$ 29 milhões

    30 de janeiro de 2026

    Metaverse Hype Stalls While VR, AR Technology Advances

    14 de janeiro de 2021
    7.2

    Review: 6 Best Alcohol Based Hand Sanitizers Review By Experts

    15 de janeiro de 2021
    Stay In Touch
    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • Vimeo

    Subscribe to Updates

    Get the latest creative news from SmartMag about art & design.

    Goiás no ar
    Goiás no ar

    Política sem enrolação: o que aconteceu, quem decidiu e como isso afeta você — tudo sobre Goiás, em tempo real.

    Email: contato@goiasnoar.com.br
    Whasapp: 62 98193- 5803

    Facebook X (Twitter) Instagram WhatsApp
    NOTÍCIAS MAIS RECENTES

    Goiânia inaugura o novo Terminal da Praça A: área quase triplicada e investimento de R$ 29 milhões

    30 de janeiro de 2026

    Jogo do Tigrinho: servidores são suspeitos de desviar recursos da educação para apostas, diz Secretaria

    30 de janeiro de 2026

    Prefeitura de Goiânia deve contratar mais de 1,4 mil servidores temporários para a educação

    30 de janeiro de 2026
    MAIS LIDAS

    Challenging the Skating Quo: Nation’s Youth Embracing Skateboarder Mentality

    4 de janeiro de 2020

    US Soldier Dead After A Truck Hit His Military Vehicle On A Highway

    5 de janeiro de 2020

    The Masked Singer 2024: Chicken Caesar Becomes Second Celebrity Contestant Revealed

    6 de janeiro de 2020
    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026Todos direitos Reservados l Desenvolvido por R2STUDIO.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.