A confusão registrada após a vitória do Vila Nova Futebol Clube sobre o Operário-PR ganhou desdobramentos na esfera policial ainda na madrugada. O caso foi encaminhado à delegacia, onde o atacante Berto, natural de Cabo Verde, prestou depoimento e se posicionou de forma mais tranquila sobre a denúncia de racismo sofrida durante o tumulto no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA). De acordo com as autoridades, o Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE) acompanhou a ocorrência e iniciou a coleta de depoimentos dos envolvidos. O torcedor suspeito de cometer o ato racista foi identificado ainda no estádio, por meio do sistema de reconhecimento facial do clube, e será chamado para prestar esclarecimentos nos próximos dias. “Fui chamado de ‘macaquinho’. É muito triste ainda acontecer esse tipo de coisa dentro de um estádio de futebol. Na hora fiquei muito nervoso, porque isso não pode acontecer. A gente está ali para trabalhar, para jogar futebol. Agora é deixar nas mãos das autoridades para que tudo seja apurado”, destacou Berto, em entrevista à Rádio Band News. Presente na delegacia, o advogado Rodrigo Menezes, integrante do departamento jurídico do Vila Nova, destacou que o clube adotou todas as medidas necessárias para colaborar com as investigações e esclarecer os fatos. “A gente tomou todas as medidas para que o justo seja avaliado. Não sabemos exatamente o que aconteceu de fato, há a alegação dos jogadores do Operário, mas até agora não chegou nenhuma imagem conclusiva”. O advogado também ressaltou que houve uma confusão generalizada, com troca de agressões entre jogadores e torcedores. “Os jogadores do Operário atiraram garrafas em direção à torcida, isso é fato, há imagens. Inclusive, objetos foram lançados do banco de reservas. Depois, a torcida reagiu e arremessou de volta. É algo lamentável”, completou. Rodrigo Menezes reforçou ainda que o Vila Nova segue acompanhando o caso de perto: “Identificamos o torcedor, repassamos os dados às autoridades e estamos aqui até de madrugada para demonstrar que o clube está fazendo a sua parte”. O episódio segue sob investigação e poderá ter desdobramentos tanto na Justiça comum quanto na esfera esportiva, dependendo da apuração dos fatos e da confirmação das denúncias. CONFUSÃO NO OBAVídeo que circula nas redes sociais, fica claro que o jogador número 18 do @OFECoficial Jhan Pool atira um objeto no ex-presidente do @VilaNovaFC Geso Oliveira – o dirigente revida a agressão, mas acerta outro objeto no presidente do Operário – José Alvaro. pic.twitter.com/h6WgIapfnX— Charlie Pereira (@charliepereira_) April 19, 2026 O post Após denúncia de racismo, caso é levado à delegacia e torcedor do Vila Nova é identificado foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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