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Enquanto esperam decisão da Justiça, crianças encontram abrigo em lares de Aparecida

Enquanto aguardam uma decisão da Justiça sobre o futuro de suas vidas, dezenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade podem encontrar algo que nenhum abrigo consegue...

Enquanto aguardam uma decisão da Justiça sobre o futuro de suas vidas, dezenas de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade podem encontrar algo que nenhum abrigo consegue oferecer por completo: o calor de um lar. Com esse objetivo, a Prefeitura de Aparecida de Goiânia intensificou nesta semana a mobilização para ampliar o número de famílias participantes do Programa Família Acolhedora.
A iniciativa, desenvolvida pela Secretaria Municipal de Assistência Social em parceria com o Goiás Social, foi apresentada a moradores durante uma palestra realizada na Cidade Administrativa Maguito Vilela. O encontro reuniu interessados em conhecer o serviço e entender como funciona o acolhimento temporário de crianças e adolescentes afastados judicialmente de suas famílias.
A secretária municipal de Assistência Social, Carolina Araújo, destacou que o programa oferece uma alternativa mais humanizada ao acolhimento institucional, permitindo que crianças e adolescentes permaneçam em um ambiente familiar enquanto aguardam a reintegração à família de origem ou uma definição judicial.
“Estamos cadastrando famílias para acolher as crianças que mais precisam no nosso município.
Depois do cadastro, elas passam por capacitação e avaliação. Quando estão aptas, o Tribunal de Justiça faz a determinação para que recebam essas crianças. Durante todo o período, elas recebem acompanhamento da nossa equipe. Enquanto aguardam uma solução definitiva, essas crianças recebem amor, carinho e cuidado”, explicou.
Acolhimento não é adoção
Um dos pontos reforçados durante a apresentação foi a diferença entre acolhimento familiar e adoção. Enquanto a adoção estabelece um vínculo definitivo, o acolhimento possui caráter temporário.
O serviço é destinado a crianças e adolescentes de até 18 anos incompletos que precisaram ser afastados da família devido a situações como abandono, violência, negligência ou impossibilidade temporária dos responsáveis de garantir os cuidados necessários.
“Família acolhedora é um ato de amor.
Quando o Poder Judiciário precisa retirar uma criança do seu lar, o abrigo, apesar de todo o cuidado, é um lugar mais frio do que uma família. O acolhimento oferece a oportunidade de convivência familiar até que a criança possa retornar para sua família ou seja encaminhada para adoção”, ressaltou Carolina.
Primeiro município do estado
Aparecida de Goiânia foi o primeiro município goiano a receber a implantação do Programa Família Acolhedora, em 2023. Desde então, a iniciativa tem fortalecido a rede de proteção à infância e ampliado as alternativas de acolhimento humanizado.
A gerente de Proteção Social Especial de Alta Complexidade do Estado de Goiás, Lilian Dayane, destacou a importância da parceria entre município e Estado para consolidar o serviço.
“É um marco muito importante para a política de assistência social de alta complexidade no município. Estamos extremamente felizes em contribuir para a garantia dos direitos de crianças e adolescentes em Aparecida”, afirmou.
O poder transformador de um lar
Para a coordenadora do programa, Nathália, o acolhimento familiar tem capacidade de transformar trajetórias marcadas por dor e rupturas.
“Nós sabemos que o amor cura e o quanto o acolhimento familiar pode ressignificar traumas, dores e oferecer a essas crianças uma oportunidade de reconstrução. Nada substitui o que um lar pode proporcionar”, destacou.
Segundo ela, qualquer pessoa que cumpra os requisitos legais pode participar do processo de seleção. Além da documentação exigida, os candidatos passam por capacitação, avaliações físicas e psicológicas e acompanhamento contínuo da equipe técnica do município. Experiência que inspira
Durante o encontro, a moradora Elizete Dias compartilhou sua experiência como família acolhedora.
Ela contou que já recebeu uma criança pelo programa e fez questão de incentivar novos participantes.
“Já acolhi uma criança e quero incentivar vocês a conhecer esse projeto e entender a importância que ele tem para a sociedade. É uma experiência que transforma vidas, tanto de quem acolhe quanto de quem é acolhido”, relatou.
Como participar
Podem se candidatar famílias que residam há pelo menos um ano em Aparecida de Goiânia, possuam pelo menos um integrante com mais de 21 anos, apresentem boas condições de saúde física e mental e tenham disponibilidade para participar das capacitações. Outro requisito é não possuir cadastro ativo no Sistema Nacional de Adoção.
Os interessados podem realizar o pré-cadastro por meio do formulário disponibilizado pelo programa. Após essa etapa, passam por avaliação técnica, capacitação e acompanhamento especializado antes de estarem aptos a receber uma criança ou adolescente. O post Enquanto esperam decisão da Justiça, crianças encontram abrigo em lares de Aparecida foi publicado primeiro em Diário de Goiás.
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