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Editor goiano representa Goiás na Flip 2026 com debate sobre livros como negócios

O editor goiano Leandro Almeida, à frente da Editora Kelps, representa Goiás na maior festa literária do país que acontece a partir desta quarta-feira, 22. Sua participação na...

O editor goiano Leandro Almeida, à frente da Editora Kelps, representa Goiás na maior festa literária do país que acontece a partir desta quarta-feira, 22.
Sua participação na programação paralela da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) 2026 acontece no sábado, 25, às 17h, na Casa Ofício das Palavras, no Centro Histórico da cidade fluminense. 
Na ocasião, ele divide a mesa com Tati Iaconelli, Roberto Guimarães e a jornalista Angelica Mari para discutir como a literatura e o mercado editorial se encontram na transformação de ideias em projetos, ampliação de vozes e construção de autoridade, sem perder de vista o poder da escrita.
Em entrevista ao Jornal Opção, Almeida antecipou os eixos de sua fala e destacou o amadurecimento do setor goiano, além de revelar dados da trajetória da Kelps, que, em mais de quatro décadas, já imprimiu mais de 80 mil títulos.
Para o editor, o grande trunfo do debate será desmistificar a visão exclusivamente cultural do livro. “Eu fico muito feliz porque vou fazer parte de um debate importante como esse sobre os livros e poder falar para o público sobre a importância do livro e enxergar o livro também como um negócio.
Ele é muito visto como um bem cultural, como um legado, mas ele também pode se tornar um negócio, um bem, um produto”, afirmou. 
Ele acrescenta que o livro físico ganhou um novo status de prestígio. “Até saiu uma notícia recente que o livro é um novo luxo. Grandes marcas internacionais têm desenvolvido produtos como bolsas e ambientes de leitura inspirados nele.
Então, quero mostrar essa valorização que o livro tem recebido nos últimos anos.”
Almeida também enxerga um cenário promissor no mercado goiano, que, segundo ele, passa por crescimento e profissionalização. “Entidades como a Academia Goianiense de Letras (AGnL), a União Brasileira de Escritores (UBE) e o Instituto Histórico e Geográfico de Goiás têm se profissionalizado, aumentado a representatividade, e isso demonstra justamente esse amadurecimento”, pontuou.
Ele complementou que, no campo das vendas, “alguns autores conseguem ganhar mais espaço e se posicionar como negócio do livro, com resultados muito interessantes”.
A presença de um editor de Goiás em um palco tão relevante, no entanto, carrega um simbolismo ainda mais profundo para Leandro. “Levo para a Flip a certeza de um legado de 45 anos editando livros: o autor que constrói carreira não depende de sorte, depende de método e de um livro que circula”, resume o editor, que costuma dizer que “vive de livros desde os 3 anos de idade”. 
Fundada em Goiânia em 1981 por seu pai, Antônio Almeida, a Kelps passou a ser comandada por Leandro em 2020, após o falecimento do patriarca.
Só no ano passado, ele publicou 607 autores, e hoje a operação inclui a plataforma AutorPro, que orienta escritores do texto à circulação da obra.
O editor projeta ainda aprender com outros profissionais além de sua mesa e já semeia um novo objetivo: “Quem sabe uma semente para que, no próximo ano, a Editora Kelps tenha uma casa própria para que os seus autores também possam ter os livros lá.”
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