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Coligação de Daniel Vilela terá maior número de partidos

A coligação do governador Daniel Vilela (MDB) terá o maior arco de alianças partidárias na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. São 12 legendas que comporão a frente pela...

A coligação do governador Daniel Vilela (MDB) terá o maior arco de alianças partidárias na disputa pelo Palácio das Esmeraldas. São 12 legendas que comporão a frente pela reeleição do emedebista, inclusive com duas federações na lista, que darão a ele também o maior tempo de exposição na TV e no rádio.
Além do MDB, o grupo governista tem na base a Federação União Progressista (UB e PP), que tem o maior tempo de rádio e TV para esta eleição. Também integram a base de Daniel o PSD, Republicanos, Podemos, a Federação Renovação Solidária (PRD e SD), Mobiliza, Democrata, Agir e Avante.
Em entrevista nesta semana, o governador ressaltou que o arco de alianças já é público. “Com a declaração de apoio do Avante, já são conhecidos todos aqueles partidos que vão apoiar a nossa candidatura”, afirmou. A oficialização do apoio se dará na convenção conjunta da base governista, no dia 5 de agosto, último dia do prazo, em Goiânia.
Oposição
O ex-governador Marconi Perillo (PSDB), por sua vez, terá uma coligação com três partidos. Além do próprio PSDB e do Cidadania, que formam uma federação, portanto funcionam como um só, há ainda o DC, que mudou de lado depois da deposição de Alexandre Magalhães da presidência estadual para a chegada de Paulo Daher, que sempre se opôs ao grupo caiadista.
A pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL) teve a adesão de uma única legenda, além da própria. Trata-se do Novo, que é muito alinhado ao bolsonarismo e normalmente acompanha o PL também em disputas locais, caso de Goiás. A esquerda enfrenta uma crise. A pré-candidatura do ex-deputado Luis Cesar Bueno (PT) ainda não recebeu aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enquanto isso, os partidos aliados, que caminhavam para formar uma aliança única no campo progressista, pressionam e, inclusive, há ameaças de debandada. A Federação PSOL-Rede, por exemplo, ainda mantém a possibilidade de lançar a candidatura de Cíntia Dias ao governo, o que reduziria o arco de alianças do PT.
O PDT, embora tenda a caminhar com a frente progressista, também mantém uma janela aberta de diálogo com Marconi Perillo. O que há de certo é que a convenção da Federação Brasil da Esperança, que tem PT, PCdoB e PV, ocorre no dia 1º de agosto. Se tudo correr como o PT deseja, a aliança terá sete legendas, com PSB, PDT e a Federação PSOL-Rede no mesmo barco.
O Unidade Popular (UP), por sua vez, deve lançar candidatura própria da servidora pública Luciana Amorim ao governo de Goiás. A chapa não deve ter adesão de outras legendas. Missão, PCO, PCB, PSTU e PRTB não indicaram apoio a alguma candidatura até aqui, tampouco o lançamento de chapas próprias. O prazo é até o dia 5 de agosto.
Veja a provável coligação de todos os pré-candidatos ao governo:
Daniel Vilela: MDB, Federação UB-PP, PSD, Republicanos, Podemos, Federação PRD-SD, Mobiliza, Democrata, Agir e Avante
Luis Cesar Bueno: PT, PCdoB, PV, PSB, Federação PSOL-Rede e PDT*
Marconi Perillo: Federação PSDB-Cidadania e DC
Wilder Morais: PL e Novo
Luciana Amorim: UP
*-No caso da pré-candidatura de Luis Cesar Bueno ainda há dúvidas sobre o nome do candidato e os apoios da Federação PSOL-Rede, que pode ter candidato próprio, e o PDT, que ainda dialoga com Marconi Perillo.
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