Uma coligação com 12 partidos deve render ao governador Daniel Vilela (MDB) um tempo de TV e rádio de quase cinco minutos durante a campanha eleitoral deste ano. Se o arco de alianças for efetivamente confirmado no próximo dia 5 de agosto, serão 4 minutos e 56 segundos de programa para o emedebista.
O tempo representa quase metade do bloco de 10 minutos destinados para a divisão entre os candidatos ao governo de Goiás, mas pode variar caso não se confirmem as alianças que estão apalavradas, inclusive na oposição.
Hoje, se o PT conseguir unir todos os partidos da esquerda goiana como deseja, teria o segundo maior programa eleitoral de rádio e TV, com 2 minutos e 27 segundos, menos da metade do que terá Daniel Vilela.
Mas, claro, para isso o partido precisa manter na coligação – hoje liderada por Luis Cesar Bueno – o PDT, o PSB e a Federação PSOL-Rede. Os pedetistas ainda ameaçam migrar para Marconi Perillo (PSDB), enquanto PSB e a federação PSOL-Rede estão insatisfeitos com a divisão de vagas ao Senado.
O cenário de indefinição pode levar a uma debandada.
O senador Wilder Morais (PL), a se confirmar o cenário, terá 2 minutos e 2 segundos para veicular suas propostas e contar sua história. Além do PL, apenas o Novo aderiu à coligação do bolsonarista, mas a legenda não tem tempo de TV e rádio.
O ex-governador Marconi Perillo, que tem apenas o DC, também sem tempo de rádio e TV, além da Federação PSDB-Cidadania, ficaria com 34 segundos se não conseguir a adesão do PDT à candidatura tucana. Se a aliança, hoje improvável, vingar serão 52 segundos, o que reduziria o tempo de Luis Cesar Bueno para 2:09.
Samara Martins (UP), confirmada candidata em convenção nesta semana, não terá inserções, uma vez que o Unidade Popular, sem representação no Congresso, não tem direito a tempo de rádio de TV.
Como é feita a distribuição
A distribuição do tempo de rádio e TV para candidatos a governador segue regras da Lei das Eleições, dividindo-se em 90% proporcional ao tamanho das bancadas dos partidos da coligação na Câmara dos Deputados e 10% igualitário entre os partidos concorrentes.
Nas eleições majoritárias, como para governador, somam-se os tempos de propaganda dos seis maiores partidos da coligação, se houver, para definir o tempo.
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– Goiás no Ar
Fonte: Diário de Goiás
