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Esportes

Crescimento de racismo nas redes durante a Copa é assustador: 13 vezes mais, aponta FIFA

Um levantamento da FIFA divulgado esta semana mostra que as redes sociais ficaram muito mais hostis durante a fase de grupos da Copa do Mundo com aumento em 13 vezes no número...

Um levantamento da FIFA divulgado esta semana mostra que as redes sociais ficaram muito mais hostis durante a fase de grupos da Copa do Mundo com aumento em 13 vezes no número de ataques virtuais em comparação com o torneio de 2022 – incluindo mensagens de cunho racista que chegaram a 11%.
Os dados fazem parte do monitoramento realizado pelo Serviço de Proteção de Redes Sociais (SMPS), criado para acompanhar publicações envolvendo jogadores, treinadores, árbitros e seleções, segundo apuração da agência Reuters divulgada pela Agência Brasil. Aproximadamente 181 mil comentários de ódio precisaram ser ocultados das contas oficiais das seleções durante a fase de grupos.
Ataques em ritmo acelerado
Mais de seis milhões de postagens e comentários passaram pelo sistema da FIFA, um volume 33% superior ao registrado na Copa do Catar. Depois da triagem inicial, aproximadamente 225 mil publicações foram avaliadas por moderadores. Ao final desse processo, 89 mil mensagens foram classificadas como abusivas, o que representa número 13 vezes maior que o observado em 2022.
O SMPS está disponível para todas as equipes, jogadores, treinadores e árbitros que participam dos torneios da FIFA. Seu objetivo é proteger esses profissionais e seus seguidores da exposição a conteúdo discriminatório e ofensivo.
“Lei Vini Jr.”
A situação nas redes não reflete o clima dentro de campo nas competições.
Muito disso provavelmente pelo aumento do rigor da competição após a “Lei Vini Jr.”,  uma diretriz da FIFA que determina a expulsão imediata de jogadores que cobrem a boca com as mãos durante discussões ou confrontos em campo. A regra visa coibir xingamentos e crimes de racismo ou xenofobia, já que esconde as ofensas das câmeras.
A medida foi adotada pela entidade após episódios envolvendo o atacante brasileiro, como o caso em que o argentino Prestianni tapou o rosto para ofendê-lo em uma partida da Champions League. Na atual Copa do Mundo, a regra tem sido aplicada com rigor pelo árbitro de vídeo (VAR).
Foi o que ocorreu no início da Copa, envolveu o zagueiro equatoriano Piero Hincapié, expulso direto aos 49 minutos do segundo tempo após cobrir a boca ao discutir com o mexicano Santi Giménez. Anteriormente, o meio-campista paraguaio Miguel Almirón também recebeu o cartão vermelho pelo mesmo motivo na partida contra a Turquia.
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Fonte: Diário de Goiás

Marielle SouzaJornalista