A estudante de pós-graduação em Direito e filha de um Coronel da Reserva da Polícia Militar de Goiás, Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, está presa há 18 dias na Penitenciária Feminina de Aparecida de Goiânia acusada de integrar organização criminosa de estelionato, mas a defesa afirma que ela foi confundida com uma mulher chamada Lorraine; Ao Jornal Opção, o advogado Jean Tavares revelou que o delegado Breno da Costa Esteves, da Polícia Civil do Amapá, reconheceu o equívoco e se comprometeu a requerer sua liberdade ainda esta semana.
“Ele disse que vai fazer um requerimento, claro que ele não tem o poder de decisão, o requerimento dele vai para o promotor, vai dar um parecer e vai para o juiz, então pode ser que demore um pouquinho”, explicou Tavares.
A expectativa da defesa, no entanto, é que até sexta-feira, 24, haja uma decisão favorável, desde que a burocracia do sistema judiciário não atrase o trâmite. O cerne do equívoco, segundo o advogado, está na confusão entre os nomes e os contatos de WhatsApp.
Enquanto a verdadeira integrante da organização, Lorraine, aparece no grupo criminoso com um número de telefone diverso, Ellen Lorraine Trindade Mateus possui um único registro no CPF e uma linha com prefixo 62, típica de Goiás.
Além disso, um dos membros da organização criminosa, que já residiu em Goiânia, teria o número de Ellen salvo em sua agenda, o que pode ter contribuído para a confusão.
“Não há nenhuma conversa da Ellen com ninguém desse grupo, nenhum PIX recebido, nenhuma solicitação de dados bancários”, afirmou Tavares, ressaltando que a única “prova” apresentada até agora foi o fato de a chave Pix da estudante ser seu próprio telefone, o que, para a polícia, teria indicado sua participação, mas que, na visão da defesa, é uma conclusão “pífia, pobre e grosseira”.
A ordem de prisão foi cumprida na casa da estudante, em Trindade, pela Central de Flagrantes da cidade, por volta das 6h do dia 2 de julho, sem que os policiais soubessem que o pai dela é coronel da reserva da PM. O advogado relatou que a situação quase se agravou, pois o pai, ao ver agentes invadindo a residência, chegou a acreditar que se tratava de bandidos e, se estivesse armado, poderia ter reagido.
Após o susto, Ellen foi levada para a Delegacia Central de Flagrantes de Trindade e, no dia seguinte, transferida para a unidade provisória feminina em Aparecida de Goiânia. Segundo o advogado Jean Tavares, emocionalmente, a jovem tem resistido com fé.
Ela divide a cela com outra colega religiosa e, segundo o advogado, mantém a esperança. “Ela está um pouco enfraquecida por conta da alimentação, mas no espírito ela está firme, forte, resistindo com esperança de sair o mais rápido possível”, contou.
A família, porém, enfrenta dificuldades para visitá-la: o sistema de senhas do presídio é restrito e, neste primeiro mês, apenas advogados têm acesso regular, o que impede a mãe, enfermeira, de ver a filha. A defesa já impetrou Habeas Corpus e pedido de relaxamento de prisão, além de ter entregado o celular de Ellen com todas as senhas e conversas às autoridades do Amapá.
Segundo o advogado, o delegado Breno Esteves ainda pode tentar uma videoconferência com a detenta para ratificar sua colaboração, o que aceleraria o processo. Caso contrário, a defesa seguirá com os recursos judiciais, confiante de que o equívoco será desfeito nos próximos dias.
Leia também:
Estudante goiana de direito é presa após ter seu nome confundido com o de criminosa, alega defesa
O post Delegado reconhece possível erro e deve pedir soltura de estudante presa há 18 dias em Goiás apareceu primeiro em Jornal Opção.
Acompanhe mais notícias em nosso site.
Delegado reconhece possível erro e deve pedir soltura de estudante presa há 18 dias em Goiás
A estudante de pós-graduação em Direito e filha de um Coronel da Reserva da Polícia Militar de Goiás, Ellen Lorraine Trindade Mateus, de 27 anos, está presa há...