O avanço da tecnologia trouxe comodidade, mas também abriu as portas para criminosos virtuais cada vez mais criativos. Atualmente, fraudes como o código enviado por engano e o falso médico digital acendem o alerta vermelho, transformando cliques inocentes em verdadeiros pesadelos financeiros e institucionais. Segundo a Polícia Civil, o registro de ocorrências cresceu 35% nos últimos três meses em Anápolis.
O primeiro grande vilão da temporada é o golpe do código por engano. O criminoso liga com uma simpatia digna de funcionário do mês, solicitando uma senha enviada por equívoco.
O advogado, especialista em Direito Digital e juiz do Tribunal de Ética da OAB-GO, Misael Malagoli, alerta sobre o perigo oculto nessa falsa cortesia: “Eles usam essa estratégia para clonar redes sociais ou acessar o Gov.br e realizar fraudes financeiras”. Além do sequestro de contas, a clonagem de identidades de profissionais de saúde para a venda de atestados falsos também ganha força.
O uso de ferramentas tecnológicas para simular vozes e rostos em chamadas de vídeo já é uma realidade, provando que até mesmo o ato de ver para crer virou um conceito perigosamente obsoleto na internet. Para não virar estatística, a recomendação de ouro é respirar fundo e quebrar o senso de urgência que os golpistas adoram impor nas redes.
O advogado ressalta que o segredo básico de segurança é cortar o cordão umbilical da emoção e da ganância antes de fornecer qualquer dado confidencial: “Se receber uma mensagem suspeita, use outro aparelho e ligue diretamente para a pessoa para confirmar os fatos. É importante usar outro aparelho porque muitas vezes os criminosos fazem a linha refém e qualquer número que discar cai na linha deles”, orienta Misael.
Caso o usuário acabe caindo na armadilha, a reação precisa ser imediata para mitigar os danos.
Malagoli lembra que registrar capturas de tela e procurar a polícia são passos cruciais, pois, no ambiente virtual, desconfiar pode até cansar, mas mantém o saldo bancário a salvo de surpresas desagradáveis. “Faça o boletim de ocorrência on-line e entre em contato com o seu banco imediatamente”, orienta ele. “Paralelamente, consultar um advogado especialista para tomar as medidas legais cabíveis também é recomendado”, completa.
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Golpes do código enviado por engano e do falso médico disparam em Anápolis
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