A confusão generalizada registrada após a partida entre o Vila Nova Futebol Clube e o Operário-PR, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga (OBA), pela 5ª Rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, terá agora desdobramentos na esfera esportiva. O caso foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que irá analisar os episódios ocorridos após o apito final. A procuradora Rita de Cássia Anselmo Bueno apresentou denúncia formal requerendo punições aos envolvidos na confusão. Entre os citados estão o Vila Nova, jogadores e até um gandula do time colorado. De acordo com a denúncia, a partida terminou em um cenário de desordem, com troca de agressões, arremesso de objetos e acusações de racismo. Um dos episódios mais graves envolve a denúncia de injúria racial contra o atacante Berto, fato que também está sendo apurado paralelamente pelas autoridades policiais. A súmula do árbitro da partida também trouxe elementos que agravaram a situação do Vila Nova. Entre os registros, está o comportamento de um gandula, que teria retardado o reinício do jogo ao esconder bolas, atitude considerada antidesportiva e passível de punição. Diante do conjunto de ocorrências, o Vila Nova foi enquadrado em diferentes artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que tratam de desordem, lançamento de objetos e falhas na segurança da partida. As infrações podem resultar em multas elevadas e até na perda de mando de campo, uma das punições mais severas previstas. Jogadores do Operário-PR também foram denunciados. Entre eles, o atleta Jhan Torres, citado por ter arremessado um objeto durante a confusão, além de outros envolvidos diretamente nos confrontos. A procuradoria do STJD entende que houve participação ativa de diferentes agentes no tumulto, o que amplia o alcance das possíveis sanções. Agora, o caso será analisado pelo tribunal, que irá julgar as denúncias com base nas provas, imagens e relatos oficiais. A expectativa é de que as decisões possam impactar diretamente o Vila Nova na sequência da competição, especialmente diante da possibilidade de perda de mando de campo. Denúncias – STJD André Fabrete Matochoco (gandula)A Procuradoria requereu condenação no artigo 258 do CBJD, dispositivo usado para punir condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva. No caso do gandula, a denúncia pede suspensão de 15 a 180 dias, levando em conta a gravidade da conduta, a proporcionalidade e eventual reincidência. De acordo com a reportagem, a acusação tem relação com a súmula da arbitragem, que citou atraso no reinício da partida e ocultação de bolas. Vila NovaNo caso do clube goiano, a Procuradoria dividiu a denúncia em três frentes. A primeira é pela conduta do gandula, com enquadramento no artigo 191, inciso III, do CBJD, em combinação com itens do Manual de Competições da CBF. Esse artigo trata, em essência, de descumprimento de regulamento. A punição pedida, nesse ponto, é de multa. A segunda frente é pela desordem de torcedores e lançamento de objetos, com base no artigo 213, incisos I e III, combinado com o parágrafo 1º, do CBJD. Esse artigo prevê responsabilização do clube por deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordem e arremesso de objetos no local da partida. A Procuradoria pede multa e, diante da gravidade do caso, também perda de mando de campo, punição que passa a ser uma ameaça real ao Vila Nova no decorrer da Série B. A terceira acusação é a mais grave: o Vila foi denunciado também com base no artigo 243-G, parágrafos 2º e 3º, do CBJD, por conta do ato discriminatório/racista atribuído a um torcedor. O artigo 243-G pune prática de ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante ligado a preconceito de raça, cor, origem e outros marcadores protegidos. Na denúncia, a Procuradoria pede multa, possíveis sanções esportivas severas, especialmente perda de mando de campo, além da adoção de providências para garantir a proibição de ingresso dos torcedores identificados. Hildeberto José Morgado Pereira, o Bertu (atleta do Operário-PR)O atacante foi denunciado no artigo 258 do CBJD, com pedido de suspensão de 1 a 6 partidas, por ter reagido durante a confusão com arremesso de objeto em direção à torcida. A própria denúncia, porém, reconhece o contexto da acusação de injúria racial sofrida pelo jogador e trata esse fator como circunstância atenuante. A ESPN também relembra que Bertu afirmou ter sido chamado de “macaco” e disse que o torcedor fez gesto racista. Jhan Pool Torres Canate (atleta do Operário-PR)Também enquadrado no artigo 258 do CBJD, o jogador pode pegar suspensão de 1 a 6 partidas. No entendimento da Procuradoria, a situação dele é agravada porque o arremesso de objeto teria causado lesão em torcedor e, na sequência, atingido o presidente do próprio Operário, Álvaro Góes, que precisou de atendimento médico. O post Vila Nova é denunciado no STJD e pode perder mando de campo na Série B do Brasileirão foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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