A inflação de maio em Goiânia foi mais elevada que a média nacional. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou alta de preços de 0,77% na capital goiana, puxada sobretudo pela gasolina. O grupo de transportes como um todo avançou 1,8% na cidade, em contraste com o recuo de 0,46% deste grupo no Brasil.
A gasolina foi a grande vilã da inflação. O combustível subiu 4,54% em Goiânia, enquanto caiu 1,46% na média nacional. O etanol seguiu o mesmo caminho: alta de 1,98% na capital frente à queda de 6,20% na média nacional. Com peso superior a 6,6% na cesta goianiense, a gasolina sozinha respondeu por grande parte da inflação do mês de maio, sendo o subitem da cesta com o maior impacto no crescimento dos preços.
Supermercado
O segundo maior vetor da inflação goianiense em maio veio das prateleiras do supermercado. O grupo Alimentação e Bebidas subiu 1,38% na capital, resultado ligeiramente acima da média nacional (1,33%). Dentro do grupo, a alimentação no domicílio avançou 1,72%, puxada pelo encarecimento de produtos presentes no dia a dia das famílias.
A batata-inglesa registrou a maior alta individual entre os alimentos rastreados em Goiânia: +51,01% no mês, um salto que impactou diretamente quem faz compras no varejo. Também subiram de forma expressiva o feijão-carioca (+11,66%), a cebola (+9,54%) e o tomate (+6,63%). Nem tudo, porém, foi pressão sobre o orçamento na alimentação.
Os ovos de galinha registraram queda expressiva de 6,48% em Goiânia, sendo um dos principais itens de alívio dentro do grupo. As frutas recuaram 1,37%, com quedas em banana-prata (-3,93%), maçã (-1,88%) e laranja-pera (-2,63%). As hortaliças também cederam 3,75%, com destaque para a queda da alface (-4,78%) e do repolho (-2,56%).
A alimentação fora do domicílio avançou de forma mais moderada, com alta de 0,45%, refletindo o aumento em refeições (0,51%) e lanches (0,45%). O grupo de carnes subiu 1,05% em Goiânia em maio, mas o que torna o resultado especial- mente relevante para a capital goiana é o peso que esses cortes têm na cesta local.
O contrafilé, por exemplo, representa 1,82% do consumo goianiense, mais de três vezes o peso que ocupa na média nacional (0,49%). Isso significa que cada alta nos cortes bovinos penaliza o orçamento do goianiense de forma proporcionalmente maior do que na maioria das cidades brasileiras. No mês, o contrafilé subiu 2,08% e a alcatra avançou 2,16%, enquanto músculo (+1,13%) e lagarto (+0,61%) também registraram altas.
No acumulado dos últimos 12 meses, o contrafilé já soma 9,83% de encarecimento em Goiânia, resultado que reflete uma pressão persistente sobre um dos itens mais consumidos na mesa goianiense. Como alívios dentro do grupo, figuram carne de porco (-1,08%), o cupim (-1,3%) e o acém (-0,28%). O post Gasolina sobe novamente em Goiânia e impulsiona inflação na capital foi publicado primeiro em Diário de Goiás.
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Gasolina sobe novamente em Goiânia e impulsiona inflação na capital
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