O Governo de Goiás divulgou o balanço mais recente da Operação Destroyer, conduzida pela Polícia Civil de Goiás, que aponta um prejuízo milionário às organizações criminosas. Nos últimos 50 dias, foram cumpridos 129 mandados de prisão e bloqueados mais de R$ 235 milhões em bens ligados a atividades ilícitas, além da apreensão de veículos, imóveis e até aeronaves. Somente na terça-feira (14), quando foi deflagrada a fase mais recente da ofensiva, 51 pessoas foram presas. A operação tem como foco o combate direto às facções criminosas que atuam no estado. Ação ampliada e permanente De acordo com o governador Daniel Vilela, o objetivo é intensificar o enfrentamento ao crime organizado até sua eliminação. “Vamos seguir avançando até extirpar quaisquer facções criminosas existentes em nosso Estado”, afirmou. Nesta fase, as ações ocorreram em municípios como Rio Verde, Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo, Leopoldo de Bulhões e Santa Terezinha de Goiás, além de operações interestaduais no Rio de Janeiro, São Paulo e Mato Grosso. A partir de agora, a operação será expandida para todas as regionais da Polícia Civil, passando a ter caráter permanente. Histórico e avanço das investigações Segundo o delegado-geral da Polícia Civil, André Ganga, o combate ao crime organizado seguirá de forma contínua. “Nosso trabalho não cessará até que tenhamos eliminado todas as facções, pequenas ou grandes, em território goiano”, destacou. A primeira etapa da Operação Destroyer teve início em 2023, com 123 operações deflagradas e 228 investigações concluídas e encaminhadas ao Poder Judiciário. Já a segunda etapa, iniciada em 2026 com base em inteligência estratégica, encontra-se na quarta fase. Origem da operação e atuação das facções De acordo com o delegado Jorge Mesquita, do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde, a operação teve origem em investigações sobre o aumento de homicídios no município. Segundo ele, integrantes de facções criminosas atuavam de forma violenta para expandir o domínio do tráfico de drogas. “Os chefes da facção identificavam traficantes que não pertenciam à organização, invadiam suas casas e os obrigavam, por meio de violência, a comprar ou comercializar drogas fornecidas pelo grupo”, explicou. Números da operação em 2026 Na atual etapa, o número de mandados de prisão cumpridos foi dividido por fases: Itumbiara: 18 prisões Trindade: 17 prisões Ceres: 33 prisões Rio Verde: 61 prisões No balanço geral das duas etapas da operação, já foram registradas: 228 investigações concluídas e enviadas ao Judiciário 127 operações deflagradas 98 ações realizadas em outros estados Com os resultados, a Operação Destroyer se consolida como uma das principais ofensivas de combate ao crime organizado em Goiás, com foco na desarticulação financeira e estrutural das facções. O post Operação Destroyer bloqueia R$ 235 milhões e prende 129 suspeitos em Goiás foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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