O aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, colocou Goiás em alerta e levou à decretação de emergência em saúde pública por 180 dias. Até meados de abril, o estado já havia registrado mais de 2,5 mil ocorrências, com impacto direto na ocupação de leitos de UTI. Apesar do nome, a SRAG não é uma doença específica, mas sim uma condição clínica grave que pode ser provocada por diferentes vírus respiratórios e que exige atenção médica imediata. Confira a seguir. O que é a SRAG A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma evolução de quadros respiratórios comuns que passam a comprometer a função pulmonar. Em geral, começa como uma síndrome gripal, com sintomas como febre, tosse e dor de garganta, mas evolui para sinais mais severos. Especialistas explicam que o principal indicativo de gravidade é a queda na oxigenação do sangue, o que provoca falta de ar, cansaço intenso e dificuldade para realizar atividades simples. O cenário pode levar à necessidade de internação hospitalar. O Hospital Israelita Albert Einstein descreve que, nos casos mais críticos, o paciente pode precisar de suporte com oxigênio, medicamentos intravenosos e até ventilação mecânica. Quais vírus podem causar SRAG Diversos agentes infecciosos estão associados aos quadros de SRAG. Entre os principais estão: Influenza O vírus da gripe, especialmente subtipos como H3N2, é um dos principais responsáveis por casos graves. Segundo o Ministério da Saúde, a influenza está frequentemente ligada a hospitalizações, principalmente entre idosos e pessoas com comorbidades. Covid-19 O vírus SARS-CoV-2 segue como uma das causas relevantes de SRAG. Mesmo após o período mais crítico da pandemia, a doença ainda pode evoluir para formas graves, especialmente em grupos de risco. Vírus sincicial respiratório (VSR) Muito comum em crianças, o VSR é o principal causador de bronquiolite. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esse vírus é uma das principais causas de internação pediátrica por problemas respiratórios. Rinovírus Associado ao resfriado comum, o rinovírus costuma causar quadros leves, mas pode evoluir para complicações em pessoas vulneráveis, como idosos ou pacientes com doenças crônicas. Outros vírus respiratórios A lista inclui ainda adenovírus e metapneumovírus, que também podem desencadear quadros graves dependendo da condição do paciente. Por que a SRAG preocupa A principal preocupação com a SRAG é a rápida evolução do quadro clínico. Em poucos dias, sintomas leves podem se transformar em insuficiência respiratória. Dados do Ministério da Saúde mostram que a síndrome está entre as principais causas de internação por doenças respiratórias no país, especialmente durante períodos de maior circulação viral. Além disso, a pressão sobre o sistema de saúde aumenta significativamente, com maior demanda por leitos de UTI e suporte intensivo. Sintomas de alerta Os sinais que indicam agravamento incluem: falta de ar ou respiração ofegante; febre persistente ou alta; cansaço extremo; coloração arroxeada nos lábios ou extremidades; queda na saturação de oxigênio. Diante desses sintomas, a orientação é buscar atendimento médico imediato. Como é feito o tratamento O tratamento varia conforme a gravidade do caso. Em situações moderadas, pode envolver acompanhamento clínico e medicação. O suporte precoce é considerado fundamental para reduzir complicações. Já nos quadros graves, são necessárias intervenções como: oxigenoterapia; uso de medicamentos intravenosos; fisioterapia respiratória; internação em UTI; ventilação mecânica em casos extremos. Prevenção é a principal estratégia A vacinação segue como a principal forma de evitar casos graves de SRAG. O Ministério da Saúde recomenda a imunização contra influenza e Covid-19, especialmente para grupos mais vulneráveis. Outras medidas importantes incluem: higienização frequente das mãos; uso de máscaras em ambientes de risco; evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios; manter ambientes ventilados. O post SRAG: quais vírus causam a síndrome respiratória grave e por que preocupa foi publicado primeiro em Diário de Goiás.Acompanhe mais notícias em nosso site.
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